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‘Vai ter sangue derramado nesse asfalto’, ameaça líder indígena na BR-163, em Novo Progresso

A manifestação liderada pelos indígenas Kayapós na Br-163, próximo ao município de Novo Progresso, entra para o quinto dia nesta sexta-feira (21), e até agora nenhuma resposta concreta. A fila de veículos já é quilométrica.

Indígenas concentrados na BR-163 durante fala de líder indígena.
Em vídeo e também ratificado em carta aberta emitida pelo povo indígena, um dos líderes do movimento chegar a citar ato de violência caso o governo envie forças policiais para os retirarem do local e consequentemente encerrar com a greve. 
“O que acontecer aqui vai ser responsabilidade do governo federal. Se eles não vier aqui resolver problemas e mandar Polícia Federal, Polícia Civil, Forças Armadas, esse asfalto aqui vai derramar de sangue. Sangue de Polícia Federal, sangue de não indígenas e sangue de nós indígenas Kayapós”, condicionou. 
Ainda assim, o líder indígena expõe uma alternativa para evitar conflitos, o que seria justamente um diálogo mais aberto com o governo com o objetivo de desfechar as reivindicações apresentadas por eles. 
Pra isso não acontecer, os nomes que foram citados, venham conversar com a gente. 
Veja o vídeo 



Justiça 

Uma ordem da Justiça Federal em Itaituba permite o desbloqueio da estrada e estabelece R$ 10 mil de multa diária em caso de descumprimento. Os manifestantes liberam a rodovia por algumas horas para garantir a passagem de alguns veículos.

O MPF entrou com recurso no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília, contra a ordem que prevê a retirada com força policial de indígenas da etnia Kayapó. A ação ainda não foi julgada. Segundo o MP, a decisão afronta princípios e valores constitucionais, viola o direito de manifestação e deixa de observar as legítimas reivindicações feitas pelos indígenas.

Reivindicações 

Uma das principais reivindicações apresentadas e que se baseia a manifestação, é a futura construção da ferrovia Ferrogrão, que deve ligar o município de Sinop no Mato Grosso à Itaituba, obra que é reprovada pelos indígenas, a começar pelo argumento de que não houve consulta à eles sobre o processo de concessão da rodovia ao setor privado. 

Carta aberta do povo indígena Kayapó 
Além disso, outra pauta inserida como prioridade, consiste no enfrentamento à Covid-19; de acordo com o que alegam, falta testes rápidos para a detecção do vírus e também profissionais da saúde indígena.

Ainda somado a isso, a defesa incisiva e proteção da floresta, é outro ponto que gerou a manifestação. Em documento, eles pedem meios sólidos para continuarem combatendo o desmatamento ilegal, invasão de madeireiros, presença de garimpeiros, pescadores e caçadores em territórios indígenas. 


Plantão 24horas News 


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