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PF desarticula grupo que atuava na extração de ouro ilegal em Moraes Almeida e Novo Progresso

A Polícia Federal realizou na manhã desta quinta-feira, 6, uma operação que desarticulou um grupo que atuava na extração ilícita de ouro no interior da Terra Indígena Mundurucu, localizada no Alto Tapajós.

A operação, chamada de “Bezerro de Ouro”, cumpre seis mandados de busca e apreensão e sequestro de bens no município de Novo Progresso e no distrito de Morais de Almeida, localizado no município de Itaituba.

As investigações apontam que o grupo, formado por membros da mesma família, é conhecido na região pela exploração irregular de minério de ouro no interior da Terra Indígena Mundurucu com apoio de alguns Indígenas pró-garimpo.

Créditos: ASCOM/PF
Além do combate à extração mineral ilegal, ao desarticular a atuação desse grupo, a operação teve como objetivo conter ou diminuir a invasão na Terra Indígena Mundurucu, que em tempos de pandemia aumenta a exposição de tal população ao risco de contaminação pelo novo coronavírus.

As pessoas envolvidas no grupo devem responder por Associação Criminosa (art. 288 - Código Penal), pela exploração sem autorização de matéria-prima pertencente a União (art. 2º, da Lei 8.176 de 1991), pelo crime contra o meio ambiente previsto no art. 55 da Lei 9.605 de 1998, e outros crimes que venham a ser descobertos ao longo da investigação.

A Justiça Federal determinou, ainda, o sequestro de bens de tais pessoas no valor de quase oito milhões de Reais (R$ 7.868.451,00), considerando os danos ambientais já constatados no caso.

A expressão "Bezerro de Ouro", que deu nome à operação, é encontrada em algumas passagens bíblicas e, na linguagem contemporânea, é usada como sinônimo da adoração de um falso ídolo, uma referência a idolatria ao dinheiro, ou ouro, por exemplo.

A PF mobilizou mais de 30 policias, entre agentes, escrivães, delegados e peritos, das delegacias de Santarém, Altamira e da Superintendência do Pará, em Belém.

Roma News

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