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Governo do Pará exonera secretário Peter Cassol após operação da PF

O Governo do Estado do Pará exonerou o secretário adjunto de gestão administrativa de Saúde, Peter Cassol. A Polícia Federal apreendeu dinheiro na casa do secretário na manhã desta quarta-feira (10).

Dinheiro apreendido na casa de Peter Cassol, no Pará durante operação que investiga fraude na compra de respiradores. Foto: Reprodução/CNN

A ação faz parte do desdobramento da operação que investiga possível fraude na compra de respiradores no estado do Pará. Segundo o governo, a exoneração não tem relação com as consequências cíveis e criminais.

Também na manhã desta quarta, a corporação fez buscas em casas de outras pessoas físicas e jurídicas suspeitas de participarem das fraudes. Dentre elas, estão servidores públicos estaduais e sócios da empresa investigada. A polícia está, neste momento, na sede do governo do Pará, casa do governador Helder Barbalho (MDB)

Segundo informações da PF, a compra dos respiradores custou ao Pará R$ 50,4 milhões. Desse valor, metade do pagamento foi feito de forma antecipada à empresa fornecedora dos equipamentos, sendo que os aparelhos, além de serem entregues com grande atraso, eram de modelo diferente do contratado e não serviam para o tratamento da Covid-19. Por isso, acabaram sendo devolvidos.

Em nota, o governo do Pará afirmou que apoia a operação da PF e que os recursos gastos na compra dos respiradores foram ressarcidos ao governo.

A Operação Bellum tem como objetivo apurar possíveis fraudes na compra de respiradores pelo governo do estado durante a pandemia do coronavírus.Bloq

Bloqueio de bens

O ministro Francisco Falcão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), afirmou ter indícios veementes na responsabilidade do  governador do Pará, Hélder Barbalho (MDB), em cometimentos de crimes contra a Fazenda Pública. A suspeita é a de que houve crime na compra sem licitação de respiradores para serem usados na rede hospitalar do estado.

Ainda de acordo com a decisão, o governador do Pará negociou direta e pessoalmente a compra de respiradores sem licitação, com pagamento antecipado de R$ 25,5 milhões.  A decisão aponta para indícios de crimes previstos na Lei de Licitações, prevaricação e corrupção passiva. Os bens do governador foram bloqueados pelo STJ.

(Edição: CNNBrasil - Marina Motomura)

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