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Parceria entre Associação Indígena e CPT beneficia índios venezuelanos em situação de carência, em Itaituba

O fogo de chão é a alternativa para preparar o almoço, que vai ser servido bem depois das três da tarde. A pouca comida é o que sobrou para as mais de quarenta pessoas, abrigadas nas acomodações improvisadas no bairro Vale do Tapajós. 

No local, as famílias vivem em meio à sujeira, sem conforto, esperando por qualquer ajuda que possa vir. No meio da tarde uma caminhonete chega trazendo a índia Alessandra Korap, liderança da aldeia Praia do Índio, da etnia Munduruku. A ação é desenvolvida em uma parceria da Associação Indígena Paririp com a Comissão Pastoral da Terra, da igreja Católica.

Neste ato, Alessandra Korap veio trazer para as famílias cestas básicas e máscaras de proteção para que elas possam se prevenir de doenças como o Coronavírus. Também são feitas entrevistas com os líderes do grupo, que repassam as informações sobre sua atual situação e as maiores necessidades, incluem a falta de saneamento no local; água potável, alimento para as crianças menores e as mínimas condições de conforto para os idosos. Simon Simoza é quem coordena o grupo, formado de indígenas que vieram para o Brasil fugindo da crise provocada pela ditadura venezuelana.

Atualmente, são mais de 180 mil índios venezuelanos no Brasil, pelo menos doze mil só no Pará, onde já enfrentaram situações críticas, inclusive sendo hostilizados em algumas cidades. A ação da Associação Indígena com a CPT também tem o objetivo de minimizar o sofrimento dos parentes venezuelanos, e incentivar para que outros segmentos também se sintam motivados a ajudar os irmãos da Venezuela, que tanto precisam de apoio.

Portal Mauro Torres

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