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Altamira lidera casos de dengue no Pará

Altamira lidera número de casos de dengue no Pará com 179 pessoas com dengue. Os dados são um alerta para todos reforçarem a vigilância contra o mosquito. Os outros 4 municípios com mais casos são Novo Progresso com 156, Belém com 85, Vitória do Xingu com 69 e Santarém com 52.
Imagem: Google.com

A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) chama a atenção da população para manter o combate contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika, durante o isolamento social causado pela pandemia de Covid-19.

E há mais um motivo importante para isso. O Ministério da Saúde recomendou aos municípios brasileiros a suspensão do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa e LIA) do ano de 2020 em decorrência da pandemia causada pelo novo coronavírus.

De 1º de janeiro a 4 de maio, o Pará registrou 859 casos confirmados de dengue, representando uma redução de 29,41% em relação ao mesmo período de 2019, quando foram registrados 1.217 casos da doença. Dos 859 casos confirmados, 846 foram de dengue, 11 de dengue com sinais de alarme e 02 casos de dengue grave, conforme classificação estabelecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS), sem nenhum óbito.

O Município de Altamira lidera o número de casos de dengue com 179, seguido por Novo Progresso com 156, Belém com 85, Vitória do Xingu com 69 e Santarém com 52.

Em relação a chikungunya, no mesmo período o Pará teve 53 casos confirmados, com maior número registrado no município de Santarém, com 17 casos da doença. Nesse período, ainda, o Pará registrou 15 casos de zika vírus, todos no município de Santarém.

“É importante que as famílias verifiquem o seu domicílio e o entorno dele uma vez por semana para identificar e eliminar possíveis criadouros” é o que orienta Aline Carneiro, lembrando que a Sespa mantém a campanha “Em tempos de pandemia, não deixe o Aedes Aegypti tomar conta do seu lar”. Conservar a caixa d’água, tonéis e barris de água bem fechados; colocar o lixo em sacos plásticos e manter a lixeira fechada; não deixar água acumulada sobre a laje, manter garrafas com boca virada para baixo; acondicionar pneus em locais cobertos; proteger ralos sem tampa com telas finas, encher pratinhos de vasos de plantas com areia até a borda e lavá-los uma vez por semana são algumas das medidas informadas no check-list da Sespa.

“São medidas que as famílias devem incorporar no seu dia a dia para evitar a proliferação do Aedes aegypti, não apenas neste momento de isolamento social, mas o tempo todo”, ressaltou a coordenadora estadual do controle da dengue Aline Carneiro.

Sinais e sintomas - Os principais sinais e sintomas da dengue são: febre alta, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, perda de apetite, manchas e erupções na pele principalmente na região do tórax e membros superiores, náuseas e vômitos, tontura, moleza e extremo cansaço, dor no corpo, dor nos ossos e nas articulações, dor no abdômen. O zika vírus causa febre baixa, dor nas articulações, dor muscular, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, conjuntivite, erupções cutâneas avermelhadas que podem coçar, e dor abdominal, diarreia, constipação e pequenas úlceras na mucosa oral, que são sinais e sintomas pouco comuns. E os principais sinais e sintomas do chikungunya são febre, dor incapacitante nas articulações, dor nas costas, erupções cutâneas, fadiga, náuseas, vômitos, dor de cabeça e dores musculares (mialgias).

Serviço: as pessoas com sinais e sintomas dessas doenças devem procurar atendimento médico na Unidade de Saúde mais próxima da sua casa, pois são doenças que podem se agravar e levar à morte.

Xingu 230 com informações de Agência Pará

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