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Conheça o primeiro Indígena da etnia Munduruku a ingressar no mestrado em Brasília.

   A alegria da conquista acadêmica é sentida nao só por quem a conquistou, mas também por quem acompanhou os passos e a jornada de estudo, principalmente quando existe um trabalhoso caminho de preparação. Prova disso é a grande conquista do primeiro indígena da etnia Munduruku de ingressar no mestrado. Em 2019, após participar do processo de seleção do Mestrado Profissional junto a Povos e Territórios Tradicionais, o indígena Emerson Saw Munduruku, de 29 anos foi aprovado em terceiro lugar na quinta turma do MESPT, em Brasília, turma 2020-2022. O fato foi motivo de grande felicidade por parte de amigos e colegas de profissão de Emerson.


   Emerson Saw Munduruku é natural da comunidade de Pimental, municipio de Trairão - Pa. Em 2006 seu pai fundou a Aldeia Sawre Muybu, no Médio Tapajós, onde reside atualmente e trabalha como docente da educação escolar indígena. Concluiu a educação básica em escolas públicas, onde o Ensino Fundamental foi na comunidade de Pimental e o Ensino Médio na cidade de Itaituba. Em 2012, após ter feito Enem 2011 e ter tirado boas notas, foi contemplado com a bolsa integral do ProUni para o curso de Licenciatura Plena em Pedagogia pela Faculdade de Itaituba - FAI, concluindo a graduação  no ano 2016.  E agora sobe mais um degrau da sua jornada profissional com o passo para o mestrado.


    Sobre as expectativas para o futuro e os planos para a sua atuação na Educação, Emerson fala sobre seu desejo em desenvolver uma educação escolar indígena  mais intercultural, específica e diferenciada que valorizem os conhecimentos Munduruku, bem como os conhecimentos nao indígenas. " Pretendo desenvolver e inserir currículos próprios dos conhecimentos indígenas na grade curricular do município de Itaituba para serem ministradas na educação escolar indígena", completou Emerson à redação.


   O mestrado é modular e esse é  o primeiro módulo, que encerra dia 20 de março. Emerson Saw enfrentará mais 3 módulos distribuidos no ano 2020, tendo que consolidar estudo e trabalho ao mesmo tempo, mas com a garra e determinação de destacar sua origem e etnia na luta por uma educação melhor.

   O índigena não pretende parar por aí, ele planeja ainda fazer doutorado, futuramente, após conclusão do mestrado. Nesse intervalo, ele reservará um tempo para desenvolver e publicar artigos e produzir livros da tematica Munduruku, seja  na educação, saúde, territórios e outros temas.

Plantão 24horas News

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