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Identificado casal que aplicou golpe “conto do paco” em duas mulheres em Itaituba

Na manhã desta sexta-feira (17), por volta das 10h30, duas mulheres, identificadas como Nirliani Alves Nascimento e Nildiani Alves Nascimento, irmãs, foram vítimas do golpe conhecido como “Paco”, em Itaituba. Segundo informações, o golpe foi aplicado por um senhor de idade e uma mulher loira, não identificados, na travessa Treze de Maio, bairro Centro, próximo às lojas Americanas e Bransendako.

Conforme informado em entrevista, as irmãs tinham saído de uma loja no centro de Itaituba quando o golpista teria deixado cair uma carteira no chão, então Nirliani pegou o objeto entregou ao mesmo. Dentro da carteira havia duas promissórias, uma no valor de 7 mil reais e outra que seria usada para receber um pagamento em uma suposta empresa de contabilidade, além de um cartão da Cielo. 

Imagens do casal que aplicou o golpe conversando com as vítimas.
Para recompensá-las pela “boa ação” de devolver o objeto, o homem teria oferecido uma recompensa de R$ 100,00 para cada uma. Próximo, estava uma mulher loira logo atrás, apenas observando a situação.

Desse modo, o estelionatário foi até a suposta empresa, retornou com um vale de R$ 300,00 e convidou as vítimas para receber o dinheiro, afirmando que o patrão queria conhecê-las pessoalmente. Mas quando chegou mais a frente, o homem parou e entregou para a mulher loira, que deixou uma carteira com as vítimas e seguiu, afirmando que teria 4 mil reais dentro. 


Ao retornar, trouxe outro vale de R$ 200,00, dizendo que teria recebido os R$ 100,00 e que as duas moças deveriam levar as promissórias e a quantia de R$ 7.000,00 que seria entregue pelo golpista, porque o patrão queria agradecer a elas pessoalmente.

Foram levados diversos objetos das jovens, entre eles duas pulseiras, seis anéis, duas correntes revestidas em ouro, dois cartões do banco Bradesco, sendo um de Ailon Alves Nascimento, irmão das vítimas, e um de propriedade de Nirliani, e cerca de R$ 700,00 em dinheiro.

Além disso, os golpistas também levaram documentos pessoais como CPF, RG, Carteira de Trabalho, Carteira do Sindicato, Título Eleitoral, Cartão do SUS das duas jovens, dois cartões da Caixa um no nome de Nildiani  e um de Nirliani e 3 exames médicos que esta havia recebido, mais dois relógios, dois celulares, um A30 e outro A50, também um tablet do filho de Nirlani.



Assim que perceberam o golpe, e viram que o dinheiro não era verdadeiro, as irmãs seguiram para a 19ª Seccional de Polícia Civil de Itaituba para que o caso seja investigado e encontrado os responsáveis pelo crime.

Características dos golpistas

A vítima informou que ambos os golpistas tinham boa aparência, o homem era um senhor de idade, forte, careca, com óculos, que “parecia um advogado”, com uma calça um pouco folgada, com boa conversa, a mulher estava bem vestida, com uma calça jeans, uma blusinha brilhosa amarelada, com óculos escuros, cabelo loiro amarrado estilo “rabo de cavalo”, com cinta de cor preta bem apertada, com uma cicatriz no queixo.

CONTO DO PACO

Existem muitas variantes deste golpe, todas baseadas na ganância e em uma suposta recompensa por ter achado, recuperado e devolvido algum suposto valor. Este golpe é normalmente chamado de "golpe do paco" ou "golpe do achadinho".

Na versão clássica, normalmente praticada por duas pessoas, os estelionatários ficam observando até que alguém "apropriado" saque uma boa quantia em dinheiro em um banco ou caixa automático. Uma vez identificada a vítima, a seguem, um golpista vai à sua frente e o outro logo atrás. 

O da frente deixa propositadamente cair uma folha de cheque de alto valor, ou um pacote de dinheiro falso ou outro objeto aparentemente de grande valor, visando chamar a atenção da vítima, que apanha o cheque, pacote ou objeto, e o devolve ao estelionatário "que o perdeu", pensando estar ajudando. O outro estelionatário, aproxima-se e diz que também viu o acontecido ou finge participar da devolução.

Neste momento, o estelionatário "descuidado" se diz agradecido e oferece uma recompensa à vítima e ao comparsa, dizendo que eles deverão comparecer a um escritório, levando um bilhete para receber dita recompensa. Entretanto, solicita à vítima que deixe a bolsa com todo o dinheiro que tiver, como "garantia" de seu retorno.

A vítima entrega sua bolsa com dinheiro e vai buscar sua gratificação, ao ser incentivada pelo outro estelionatário que simula a entrega da carteira ou de outro valor importante. Somente percebe que foi vítima de um golpe quando descobre que o endereço do tal escritório não existe. 

Nesta altura os estelionatários, obviamente, já desapareceram. Existem muitas variantes. Em uma comum, o "paco" a ser achado é deixado no caminho de saída do banco e não feito cair em frente a vítima.

Portal Giro e Júnior Ribeiro 


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