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Pedagoga vence câncer de mama e toca o "Sino da Vitória" no Hospital Regional de Santarém


Após 10 exaustivos meses em tratamento, foi na última sessão de radioterapia, que a pedagoga Ralieny Pereira, de 50 anos, viveu o recomeço de sua vida. Ela tocou o Sino da Vitória no Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), em Santarém, na noite desta quarta-feira (11), para anunciar que finalizou o tratamento oncológico.

“Esse Sino da Vitória representa a oportunidade de recomeço. Um recomeço de vida diferente. Nos planos de Deus foi necessário passar por tudo isso para uma renovação, para compreender que estamos nesse mundo para servir o próximo com muito amor”, afirma a paciente.

Fotos: reprodução 
Desde o último mês de maio,  o hospital público do Governo do Pará, gerenciado pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, adota o Sino da Vitória para anunciar quando um paciente finaliza o tratamento oncológico. Desde então, 185 pacientes já tocaram o sino no hospital.

Descoberta e tratamento

Ralieny recebeu o diagnóstico de câncer de mama em 4 de fevereiro de 2019 e em menos de 30 dias iniciou a quimioterapia. Em julho a paciente passou por procedimento cirúrgico de retirada da mama e começou a fazer de fisioterapia. No final de outubro, tiveram início as sessões de radioterapia, que também foram realizadas no HRBA. “Receber um diagnóstico que muda a vida da gente não é fácil, depois a quimioterapia é um tratamento muito pesado, mexe com o psicológico. Quem não tem tanta força chega a entrar em depressão”, comenta a pedagoga.

Foto: reprodução 
A paciente demonstra gratidão pelo sucesso do tratamento após um período desafiador em sua vida. “É muito forte. A perda do cabelo foi algo impressionante, porque nunca me vi careca e quando perdi os cabelos foi impactante. O último impacto foi ter que retirar a mama. Chegar no espelho e ver que eu não estou como antes é difícil. Mas eu compreendi que a minha saúde era o mais importante”, compartilha.

“Deus escolheu as pessoas para cuidarem de mim, fui muito bem tratada no Hospital Regional. Fiz amigos aqui. Parabenizo a direção pelo trabalho que é realizado. Dá vontade de abraçar a todos e dizer muito obrigada pelo trabalho humanizado que realizam. Todos os profissionais do HRBA tratam os pacientes com muito carinho, o que é fundamental para quem está nessa condição”, agradece Ralieny.

A motivação dos amigos

Ralieny é pedagoga e gestora na Escola Estadual Maria Uchôa Martins, e no tempo livre ama fazer teatro. Ela coordena uma Cia. De Teatro, que estava com as atividades paralisadas há 5 anos, por falta de tempo dos membros. Com o diagnóstico da doença, e por saber, que o teatro é uma das atividades preferidas dela, os integrantes e amigos decidiram voltar com as apresentações de teatro para motivá-la no tratamento. “Esse foi o melhor remédio. O amor que recebi dos amigos e da família foi a medicação mais importante que tomei”, conta a paciente.

Ao saberem da vitória de Ralieny, familiares e amigos da Cia. De teatro José Dillon e do Movimento de Cursilhos de Cristandade (MCC) resolveram fazer uma surpresa, o que deixou o ritual de tocar o Sino da Vitória ainda mais especial. Pelo menos 20 pessoas fizeram um corredor e distribuíram rosas a paciente, cantando a música “Como é grande o meu amor por você”, de Roberto Carlos.

“Fizemos essa homenagem pelo sentimento de amizade e amor que temos por ela. Ela passou por um momento difícil e nosso acolhimento, nossa presença foram essenciais para que ela permanecesse firme e focada. Estamos retribuindo todo amor que ela traz para nossas vidas”, conta Vânia Rego, amiga de Ralieny há mais de 30 anos.

O ato foi acompanhado pelos profissionais do setor de radioterapia do HRBA, que se emocionaram com a homenagem realizada. “Esse empoderamento que possibilitamos com o toque do sino, é uma energia tão positiva, que colabora para o resultado final. O paciente se sente curado, se sente vitorioso, e esse sentimento também faz parte do tratamento. É essa nossa missão, prestar uma assistência resolutiva e humanizada. Aqui no HRBA nossos pacientes nunca estão sozinhos”, afirma o diretor Hospitalar, Hebert Moreschi.

Agora, Ralieny vai voltar a desempenhar seu papel como pedagoga na escola onde trabalha. Com a reativação da Cia. De Teatro, o projeto Pequenos Clowns, idealizado pelo grupo, se cadastrará no Programa de Voluntários do HRBA. Ela também pretende seguir com o trabalho que iniciou durante o tratamento, que é compartilhar mensagem de amor e esperança para as mulheres que enfrentam o câncer, através da Associação Amigas do Peito.

Portal Santarém

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