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Diretor da ANM faz avaliação positiva do cooperativismo na atividade garimpeira no Tapajós

Uma viagem de avião que durou cerca de uma hora e vinte minutos nos leva até a comunidade garimpeira de Crepurizão, a quinhentos quilômetros de Itaituba. Do alto, avistamos vastas porções ainda intocadas da floresta amazônica; boa parte delas já transformada em unidades de conservação, parques e florestas nacionais.


Nas áreas abertas, é onde se pratica a mineração, tradição na região do Tapajós desde a década de 1950. Mas, ao longo de quase setenta anos, a atividade garimpeira sempre foi marginalizada; garimpeiro era tratado como fora da lei, agressor da floresta, criminoso ambiental. Porém, essa realidade começou a mudar desde que houve algumas mudanças em nível de governo federal; o antigo Departamento Nacional da Produção Mineral foi transferido em Agência Nacional da Mineração, uma divisão com mais autonomia e melhores condições de penetrar no universo da garimpagem e elaborar estudos profundos, que vão encaminhar para a legalização.

Visita ao centro de Crepurizão

Tasso Furtado é geólogo e um dos cinco diretores da Agência. Em uma das viagens do vereador Wescley Tomaz, de Itaituba para Brasília, ele foi convidado para visitar a região do Tapajós e conhecer a realidade garimpeira. A primeira visita técnica foi o Crepurizão, onde a mineração é desenvolvida em regime de cooperativa funciona. Elas começaram a ser instaladas há dez anos, mas só três anos atrás, conseguiram as licenças para praticar a mineração. Através das cooperativas, essa atividade já desenvolveu várias ações sociais, incluindo a construção do Posto de Policiamento Destacado da PM; a retomada das obras da quadra da comunidade e a construção de um centro de educação infantil com orçamento de mais de um milhão e meio de reais, projeto que vai substituir o antigo centro de educação infantil, que funcionava em uma casinha de madeira.

Em conversa com o prefeito Valmir Climaco

Os empresários e membros de cooperativas João Delub, Antonio Araújo e José Dalla Rosa, o “Jóia”, defendem que a atividade mineral na região do Tapajós já comprovou sua viabilidade, tanto econômica quanto social, e também provou que tem plenas condições de se desenvolver dentro de um padrão de responsabilidade sócio-ambiental. Crepurizão serve como modelo para reforçar essa defesa da garimpagem.

PPD de Crepurizão, construído pela Cooperativa

O distrito é um dos mais aquecidos da província mineral; a movimentação no comércio é intensa; as construções são vistas por todos os lados; e o padrão de vida dos moradores está em um bom nível. Essa visão de futuro já foi levada aos ministérios da Justiça, de Minas e Energia e do Meio Ambiente, e só agora os resultados começaram a surgir. A visita do diretor da ANM deixou uma boa expectativa, a partir da primeira impressão. “A Agência Nacional da Mineração trabalha baseada em fatos comprovados. O que nós vimos aqui é um exemplo de organização. Isso certamente conta para avançar nesse processo de legalização da garimpagem, o que é uma realidade que o governo federal defende, uma vez que a resposta social, econômica e ambiental é imediata”, resume Tasso Furtado.

Obras do Centro de Educação Infantil

A partir desta visita, o próximo passo é garantir que essas informações cheguem até Brasília, e que o processo de regularização da atividade mineral possa finalmente sair do ambiente da discussão e venha para a prática. “Por diversas vezes, nós estivemos acompanhando comissões e levando esse desejo de legalização a Brasília. Nessa visita em que foi articulada a vinda do diretor da ANM, nós também alinhamos uma visita, em breve, do ministro da Minas e Energia, o que vai favorecer em muito a classe garimpeira. Oportunamente, a primeira visita foi ao Crepurizão, que serve como exemplo da prática responsável da mineração na região do Tapajós”, aponta o vereador Wescley Tomaz.

Mauro Torres

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