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Mestre em Saúde pública formado pela USP, com doença degenerativa, denuncia ter sido intoxicado por mercúrio após o consumo de peixe na região de Itaituba


O jovem ambientalista, Cássio Freire Beda, de 34 anos, Mestre em Saúde pública, formado em uma das universidades mais renomadas do país, Universidade de São Paulo (USP), que sofre de problemas graves de saúde, denuncia intoxicação por mercúrio pelo consumo de peixes, alimento considerado por ele mais saudável, na região de Itaituba, e núcleo investigativo de jornalismo da Record, investiga o caso na região garimpeira do Tapajós.

Cássio antes e depois.

Cássio, que atualmente mora em Ribeirão Preto, estado de São Paulo, com a mãe, Adenil, acredita ter sido vítima da doença de Minamata, pouco conhecida no Brasil, que o priva dos movimentos totais do corpo e deixa sua fala prejudicada. Ele veio para a região de Itaituba após o anúncio da construção da hidrelétrica do Tapajós. 

De acordo com ele, em entrevista no ano de 2017, quando a fala ainda não tinha sido afetada gravemente, tal construção que estava nos projetos do governo, o sensibilizou a vir para a região do Tapajós, onde conheceu os indígenas Mundurukus e os ajudou tanto na auto demarcação das terras, quanto na luta contra a construção da hidrelétrica de São Luís do Tapajós.

Cássio em aldeia indígena. Foto: (Acervo pessoal).

Quase sem poder falar, em entrevista ao Jornal da Record, Cássio afirmou que os primeiros sintomas que teve, onde detectou que alguma coisa estava errada com sua saúde, foi dor de cabeça, insônia e gosto metálico na boca.  Buscando uma alimentação mais saudável, Cássio se alimentou de peixes, principalmente carnívoros, diariamente por dois anos. 

Em meados de Agosto até Novembro de 2016, ele começou a sentir fraquezas nas pernas, câimbras, dificuldades de subir e descer escadas, dormência etc. A dificuldade em se fazer o diagnóstico, foi eminente, entretanto, após a realização de vários exames, veio o resultado, Cássio sofre de Esclerose Lateral Amiotrófica-ELA, doença degenerativa que afeta o sistema nervoso. Ele atribue isso à contaminação por mercúrio. Médicos deram de 3 a 5 anos de vida para ele.

Veja na integra o primeiro episódio da série de reportagens "Mercúrio, o veneno do ouro".



Por que outras pessoas que conviviam com ele, não foram contaminadas também? Veja o que ele diz.





Fonte: Jornal da Record
Estrutura de texto: Plantão 24horas News 

Um comentário

  1. Eu como peixe desde 88 aqui em Itaituba e nunca desenvolvi essa doença, já tenho 41 anos e saúde plena, mas não tenho duvido que em tenha adquirido a doença por aqui, muitos leitos de rios aqui da região tem resquícios de mercúrio dependendo do peixe que ele consumiu, pode estar contaminado, tem.uma professora da ifpa doutora Luz Carmen fez um estudo sobre o mercúrio em nossa região

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