Pessoas que dependem da navegação no Rio Jamanxim, questionam a construção da ponte sobre o rio no Distrito de Jardim do Ouro.

Pessoas que dependem da navegação no Rio Jamanxim, questionam a construção da ponte sobre o rio no Distrito de Jardim do Ouro.

O projeto de construção da ponte de madeira é uma parceria da prefeitura de Itaituba, com empresários que vivem na região transgarimpeira e sabem da necessidade dessa construção para facilitar o acesso às comunidades garimpeiras. A obra está avaliada em mais de R$: 2 milhões de Reais, o prazo para ser entregue antes do final do ano.


A ponte terá 339 metros de comprimento, 6 metros de largura com passarela para pedestre, iluminação e sinalização. A ponte está sendo construída sobre o rio Jamaxim, na comunidade do Jardim do Ouro a mais de 300 km do município de Itaituba.


A ponte sem dúvida é o desejo da população que depende da estrada transgarimpeira, e representa o desenvolvimento onde moram milhares de famílias  e trabalhadores no setor mineral, que há  anos desejam uma ponte para ligar os dois pontos da rodovia  cortada pelo Rio Jamaxim no distrito de Jardim do Ouro.


Por outro lado, uma outra parcela da população que também dependem do Rio Jamaxim para desenvolver suas atividades, esta vivendo uma triste realidade, vendo um sonho escorrer como água pelos dedos. 

Pois a ponte em construção naquela comunidade não está sendo executada no eixo da rodovia transgarimpeira, como era o sonho de todos, mais em terras de terceiros ligando imóveis rurais.  A ponte que está com um pouco mais de 100 metros construída, não será de concreto como é o sonho de todos que querem ver o progresso chegar, e como não houve nenhuma audiência pública sobre a construção, cogita-se a possibilidade de fazer cobrança de pedágio para seu uso por populares, não somente isso mas a forma que está sendo construída e os estudos, se é que houve estudo que anteciparam a sua construção, afinal a ponte de madeira é fixada no solo através de bate-estaca, em um solo formado por rochas podendo comprometer a segurança da mesma, isso sem contar o sistema de amarração onde uma estaca é amarrada a outra, e a sim vai avançando para dentro do Rio.

Uma outra preocupação,  de boa parte da população é que não foi apresentado  o projeto de sondagem preliminar comum e necessário em qualquer projeto de construção  de ponte no Brasil. Os moradores do local, temem que o sistema de amarração para uma ponte que terá  mais de 300 metros de extensão, não seja o ideal para garantir a segurança de quem passará pelo local.

Outro ponto que merece destaque, é a altura da ponte onde foi decidido que deveria seguir a linha do barranco, mas esqueceram ou não se importaram com o fato de que  o rio é utilizado por outras pessoas, moradores, pescadores de subsistência, ribeirinhos, embarcações de pequeno e médio porte que perderão  o direito de uso de um rio Federal.

Em construções que possuem projeto em especial, os projetos de pontes deve ser respeitada as vias navegáveis já existente, isto está previsto nas normas da marinha do Brasil, a ideia é bem simples alia  a necessidade da construção afetando a via navegável de forma mais branda possível, mas não é o que acontece na ponte de madeira do Rio Jamaxim no Jardim do ouro. 

A imagem da ponte durante a cheia de 2019, mostra como ficou a situação. Pelas imagens é  possível ver que nenhum voadeira consegue passar  pelo espaço embaixo da ponte, o que para as embarcações será um obstáculo que irá afetar todo o trânsito no Rio.

As  embarcações da região que buscam mantimentos e recursos na comunidade do Jardim do Ouro, levando e trazendo máquinas e demais equipamentos estarão  impossibilitadas de passar pelo local, algumas inclusive no período de baixa do Rio Jamaxim, pois a distância dos pilares não irá permitir a navegação.

Moradores relatam, os riscos que é passar pelo local a noite, sem iluminação  e sem sinalização. Os obstáculos podem levar a sérios acidentes, até para embarcações  de pequeno porte, os moradores do local e donos de embarcações que utilizam o rio, fazem alguns questionamentos.

Como:  Quem é o responsável pela construção da ponte de madeira sobre o rio Jamaxim?

Quem está por trás dos pagamentos?

De onde vem os recursos? Existem dúvidas também, quanto ao licenciamento ambiental pela secretaria estadual de meio ambiente.

Sem a existência da audiência pública,  é impossível saber qual será o uso da ponte, se haverá cobrança de pedágio para uso por populares, ou obter cópia do projeto executivo, e questionar sobre o uso das amarras  e sua segurança.

Informações dão  conta de que o Ministério Público Federal, foi acionado e obteve informações sobre esses pontos a pelo menos 5 mês, mais a comunidade continua esperando providências, bem como dos órgãos ambientais, como o Ibama ou Semma.

Uma equipe da marinha do Brasil esteve no local no último dia 16, andou sobre a ponte e falou com os responsáveis e construtores. O que a comunidade que sente prejudicada espera, é que a marinha do Brasil possa prestar informações sobre as providências que foram tomadas naquilo que afeta a navegação e a segurança das embarcações, seus passageiros e tripulantes.

Para a comunidade existem questões a serem explicadas sobre uma obra que em tese deveria favorecer A todos os moradores da transgarimpeira, mas de fato está se desenhando como um verdadeiro pesadelo para um futuro bem próximo e a comunidade cobra providência dos órgãos competentes.

NOTA EMITIDA PELA MARINHA


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Fonte: Blog's Plantão 24horas News e Yokin Paranatinga com informações do Repórter Marinaldo Silva.

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