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Índios encerram protesto em Itaituba após resposta positiva do ministério da saúde

Durante o protesto que fechou o porto da balsa, formou-se uma enorme fila de veículos para a travessia do rio Tapajós.


Durante reunião com lideranças indígenas nesta quinta-feira (28), o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, decidiu que a pasta manterá a Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) na nova estrutura do ministério. Atualmente, cabe a ela administrar os 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) que existem no país, e que cuidam do oferecimento de serviços de saúde a essa população. 



Originalmente, o plano do ministério era extinguir a secretaria: segundo a nova estrutura planejada para a pasta, parte das ações relativas à saúde indígena ficaria à cargo de uma futura secretaria de Atenção Básica.

Outras atividades, que fugissem ao escopo da nova secretaria, seriam assumidas por estados e municípios.  A possibilidade do fim da Sesai provocou forte reação do movimento indígena. No começo da tarde de hoje, Mandetta decidiu rever a decisão:

— Os índios achavam que a secretaria de saúde indígena tinha que permanecer. O ministério achava que deveria somar à nova Secretaria nacional de Atenção Básica e Indígena. Como os índios entendem que deve permanecer, porque tem uma luta histórica, porque é simbólico, e porque ali se reforça a sua cultura, a sua identidade, nós vamos manter a secretaria de Saúde Indígena – disse Mandetta ao fim da reunião. A declaração consta em um vídeo divulgado por lideranças indígenas no whatsapp e, horas depois, compartilhado pelo ministério no Twitter.

Em Itaituba, índios da etnia Munduruku fecharam, das 10 às 17h desta quinta-feira (28), o Porto da balsa da cidade; impedindo a entrada e saída de veículos do Município. A ação provocou transtornos, como o imensa fila que se formou para a travessia do rio.

 Recebemos fotos de motoristas em vários pontos da cidade, um deles disse que estava na fila da balsa próximo ao loteamento Campo Belo, a aproximadamente 5 km da orla, onde o porto de outra empresa passou a ser utilizado na tentativa de não parar os serviços de travessia.

Mesmo assim, duas horas após o fim dos protestos, as filas ainda continuavam 4preenchendo parte da orla da cidade.

Motorista parado na estrada do bis, próximo ao Residencial Praia Doce.

Fonte: Portal Giro

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