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Funtelpa transmite o desfile das escolas de samba de Belém para 114 municípios

O carnaval toma conta das ruas de Belém neste final de semana, tanto nas ruas históricas da Cidade Velha como na Aldeia Amazônica Davi Miguel, com o desfile das escolas de samba. E após nove anos, o brilho do desfile organizado pela Liga das Escolas de Samba foi assistido das arquibancadas e também nos lares de milhões de famílias sintonizadas na Cultura Rede de Comunicação, que transmitiu ao vivo o desfile do Grupo Especial.


 Uma grande estrutura de transmissão foi montada para garantir, a 114 municípios, a cobertura completa do evento, com todas as informações, detalhes e a beleza do espetáculo. A cobertura envolveu sete câmeras, cinco produtores de pista, três repórteres e uma equipe de mais 50 profissionais, em um trabalho que iniciou na noite de sábado (23) e só terminou na manhã deste domingo (24), com o encerramento do desfile.


Kelves Raniery, coordenador-geral de Jornalismo da Fundação Paraense de Radiodifusão (Funtelpa), destaca a importância de levar para milhões de paraenses, seja pela TV, pelo YouTube ou pelas redes sociais, a cobertura deste grande evento. “Entendemos, juntamente com a Liga das Escolas de Samba, a importância de mostrar a tradição e a beleza do Carnaval de Belém. Dar ao povo paraense esse presente de assistir em casa, para quem, por exemplo, está no sudeste, nordeste do Estado, é gratificante. Em menos de um mês que tivemos pra organizar essa estrutura e nos aproximar das escolas, já sentimos esse clima de mudança para melhor. Eles falaram que estão se sentindo valorizados. É um passo importante para estreitar esses laços e fazer um grande Carnaval”, disse o coordenador.
Beleza e seriedade - Quem acompanha o empenho das escolas para realizar um belo desfile sabe que essa é a valorização de um esforço anual. “Nós trabalhamos muito na busca dessa parceria com o Governo do Estado para transmitir o evento. Isso valoriza todo o trabalho de várias pessoas, além de mostrar para todo o Estado como nosso Carnaval é bonito, sério e movimenta toda a cidade. Temos que entender que isso representa o turismo, o negócio, o emprego, não só a festa em si”, afirmou Tereza Hanemann, presidente da Liga das Escolas de Samba de Belém (ESA).

Poder vivenciar esse momento de apoio à cultura paraense não é um privilégio só dos espectadores do evento, mas também dos profissionais que trabalharam no evento, explica o jornalista Plácido Ramos, que juntamente com a jornalista Kenny Teixeira ancorou a transmissão. “Quando a direção da TV Cultura me convidou, eu fiquei muito feliz. Primeiro, por conta desse resgate do Carnaval paraense e a volta aqui, para Aldeia Amazônica, e por tudo o que a festa representa, pelas pessoas no entorno que trabalham, por quem vem se divertir, pelas crianças que já estão iniciando essa tradição. Isso tudo transforma em um momento muito especial. É uma satisfação muito grande e nos dá vontade de fazer algo cada vez melhor”, enfatiza Plácido Ramos.

O autônomo Marcelo Freitas, que tem um comércio de venda de comidas e bebidas na Avenida Lomas Valentinas, a poucos metros da Aldeia Amazônica, não acompanhou de perto o desfile, mas não perdeu todos os detalhes do espetáculo. “Muito importante essa iniciativa de passar o desfile na TV. 

Abre oportunidade para as pessoas que não podem vir até aqui, que moram no interior e até pra gente que está aqui perto, mas está trabalhando. Moro aqui há 47 anos, e é sempre bom ver o lazer e entretenimento que o Carnaval proporciona”, contou Marcelo Freitas.

Segurança e saúde - Para garantir a tranquilidade a integrantes das escolas e ao público, o Governo do Estado mobiliza mais de 600 policiais militares, nos três dias de desfiles, em ações preventivas e de repressão, divididos em dois turnos. 

Durante todo o período serão empregadas 50 viaturas, incluindo as da Ronda Tática Metropolitana (Rotam), além de 20 motocicletas e o policiamento a pé. O Corpo de Bombeiros atua com 26 militares, também em dois turnos, e mais 13 em quatro viaturas, sendo duas de resgate, uma de salvamento e uma de combate a incêndio.

A Delegacia de Polícia da Pedreira funciona com mais dois escrivães, dois policiais civis e dois investigadores. No local do desfile estão disponíveis três policiais da Delegacia de Meio Ambiente (Dema) e quatro da Delegacia de Polícia Administrativa (DPA), além de dois postos de atendimento da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) nas duas extremidades da Aldeia Amazônica, com cinco profissionais em cada posto, e duas ambulâncias do Samu, uma UTI móvel e uma Unidade de Serviço Básico de prontidão na UPA da Sacramenta e no Palácio do Governo. (Colaboração de Aline Saavedra).

Fonte: Blog Plantão 24horas News com informações do Repórter Raphael Graim / Agência Pará

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