Primeira prova do Enem 2018 transcorre normalmente no Pará

Nas mãos, a identidade, uma garrafa de água, uma maçã e a caneta preta de tubo transparente. O kit típico para Richardson da Paz de Deus, neste domingo, dia 4 de novembro, era certamente parecido com os dos mais de 280 mil inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), somente no Pará. 


 O jovem, de 15 anos, do colégio Magalhães Barata, saiu de casa bem precavido. Às seis da manhã, estava de pé conferindo o que levaria para o local da prova, a Escola Ulysses Guimarães, no centro de Belém. O sonho dele é entrar no curso de Direito e para isso aproveitou todas as revisões da sua escola: "os professores foram bastante atenciosos com aulas e exercício voltados para o Enem e procurei aproveitar tudo o máximo˜, diz ele, que estava fazendo o exame pela primeira vez.


 Na mesma fila, antes dos portões abrirem, às 11 horas da manhã, estava Elenize Helena. Ela, diferente do Richardson, realizava pela quarta vez o exame. Se preparou conciliando o tempo para cuidar do filho recém-nascido com as aulas na escola Maria Luiza da Costa Rêgo, no Benguí, onde faz o terceiro ano: “foi puxado mas, com fé em Deus, vou conseguir uma boa nota". Ela até tentou chutar alguns temas possíveis para a redação deste ano:


 ˜Migração no Brasil ou Violência contra a mulher”. Mas foi o Wallace, que encontramos na fila em frente à Escola Deodoro de Mendonça, quem deu o tiro quase que certeiro: “acho que o tema deste ano vai estar relacionado com a questão das redes sociais incentivando nosso voto”.

Ele, que foi acompanhado da mãe, Carla Cristina, praticamente revelou o tema deste ano. Segundo o jovem, na sua escola, Raimundo Martins Viana, na Avenida Augusto Montenegro, ele chegou a fazer redações com esse tema: "acho que devemos estar focados no que acontece com nossa sociedade lendo e vendo jornais e outras fontes de informações".

Este ano, o Enem foi acompanhado, quanto à segurança, de maneira mais intensa. De acordo com a diretora de Ensino da Seduc, Joseane Figueiredo, uma força-tarefa foi montada no Centro Integrado de Comando e Controle Estadual para que tudo ocorresse sem nenhuma anormalidade. E foi o que aconteceu. A parceira da Seduc com a Polícia Militar, Civil e Federal, além do Corpo de Bombeiros, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Guarda Municipal, Exército e Correios, fez com que o exame ocorresse dentro da mais absoluta normalidade. E assim é o esperado para a segunda etapa do Enem no próximo domingo, dia 11.

A secretária de Educação, Ana Claudia Serruya Hage, destacou o empenho dos professores e dos alunos, que abdicaram de diversos outros momentos para este dia. E mencionou a disposição das ferramentas tecnológicas que ficaram a serviço da educação do estado mediante várias políticas de melhoria da educação no Pará.

 "Resta agora esperar pela segunda etapa do exame e aguardar, com otimismo, um dos resultados mais importantes, hoje, a respeito do futuro dos jovens".

*Esquema de segurança*

A distribuição, aplicação e o recolhimento das provas do Enem no Pará resultaram no trabalho exitoso desenvolvido pela Operação Enem 2018. A operação foi realizada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) envolvendo mais de 6.500 agentes de segurança e integrando representantes de diversas instituições, como Correios, Exército, Polícia Militar, Guardas Municipais, Secretaria de Educação do Estado, concessioinária de energia elétrica, Inep, entre outros.

No primeiro dia de aplicação da prova, neste domingo, 4,  as ações foram acompanhadas, desde as primeiras horas da manhã, pelo Centro Integrado de Comando e Controle Estadual (CIICC), que forneceu as informações ao comando nacional, por meio do Sistema Córtex. O CICC foi implantado no Centro Integrado de inteligência Estadual, localizado na Avenida José Bonifácio, onde estavam reunidos representantes dos órgãos envolvidos na operação. O trabalho iniciou há aproximadamente um mês e se intensificou na última semana. A Polícia Militar fez 278 escoltas, incluindo a logística reversa, quando o material é devolvido para os quatro centros regionais de distribuição localizados nos quartéis do Exército Brasileiro nas cidades de Marabá, Santarém, Itaituba e Altamira, além da capital.

De todos os estados da federação, o Pará foi o que mais teve a participação da Polícia Militar. Uma aeronave do Grupamento Aéreo de Segurança Pública (Graesp) também foi utilizada para conduzir o material até o município de Anajás, no arquipélago do Marajó. A viagem, com duração de 50 minutos via aérea, levaria 32 horas caso fosse realizada de barco.

Ao decorrer da aplicação do exame em Belém, agentes da Guarda Municipal zelaram pela segurança nas escolas do município para que não houvesse nenhuma intercorrência. O mesmo procedimento foi realizado nas escolas particulares e de gestão estadual pela Polícia Militar. Os agentes estiveram atentos a qualquer situação que demandasse Atendimento de Urgência e Emergência e ocorrências, como falsidade ideológica, roubo de malote de provas, perturbação do sossego, etc. O Centro Integrado de Operações (Ciop) monitorou em tempo real os principais colégios da Região Metropolitana de Belém (RMB) . Ao todo 31 câmeras foram utilizadas.

De acordo com o secretário adjuntos de operações da Segup, coronel André Cunha, a operação ocorreu de maneira satisfatória. “A avaliação é extremamente positiva, O número de ocorrências foi muito pequeno e todas tratadas dentro das suas especificidades, com casos de eliminação de candidato e interrupção de energia, mas que não comprometeram a aplicação das provas no Pará. Para o próximo domingo teremos o mesmo desempenho", ressaltou.

Houve registro de três locais no Estado do Pará onde ocorreu interrupção no fornecimento de energia elétrica. A falta de energia ocorreu na Escola Estadual Antônio Moreira, no bairro de Val-de-Cans, em Belém; na Escola Rômulo Maiorana, em Ananindeua, e no município de Alenquer, onde a Escola Municipal Nova Esperança registrou a queda de energia em toda a cidade. O tempo de ausência do fornecimento nos locais foi de aproximadamente uma hora. Já na escola Professora Maria Natividade da Silva, no município de Capanema, um candidato foi eliminado ao ser identificado portando um celular no bolso. Para a prova do próximo domingo,11, o mesmo esquema será implantado.

Fonte: http://plantao24horasnews.com.br com informações de Isa Arnour em parceria com SECOM.
Fotos: Fernando Nobre/Ascom-Seduc

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