[Latest News][6]

acidente
agressão
Amapa
Amapá
amazonas
apreensão
armas
arrombamento
assalto
atropelamento
Bahia
brasil
cocaína
condenados
destaque
detentos
droga
drogas
execução
grevistas
idoso
internacional
Itaituba
Kitsurfe
menores
motorista
navio
Óbidos
Polícia Federal
Polícia Militar
prefeita
prefeito
presos
recentes
reg
Regiao
região
Santarém
traficante
Traficantes
O MELHOR DA TV ACABO PARA SUA DIVERSÃO
SUA SORTE LHE AGUARDA, VEM PRO ITA FELIZ!

Raiva humana: Sespa emite alerta epidemiológico e intensifica ações em conjunto com a Adepará

A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), em conjunto com a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepara) e Ministério da Saúde, realiza o trabalho de investigação e prevenção da raiva humana no município de Melgaço, no Arquipélago do Marajó. As ações se concentram na localidade de Rio Laguna, a cerca de 70 quilômetros de Melgaço, onde residem aproximadamente mil pessoas.


A Sespa emitiu um Alerta Epidemiológico, que foi divulgado e enviado aos 13 Centros Regionais de Saúde. Segundo o alerta, “é preciso identificar precocemente a existência de agressões por morcegos hematófagos em humanos ou em animais no peridomicílio (área externa da moradia) com vistas à adoção, em tempo hábil, das medidas de controle pertinentes, tais como controle de quirópteros (morcegos), profilaxia da raiva humana e bloqueio animal”.

O coordenador estadual de Zoonoses da Sespa, Fernando Esteves, explica que a finalidade desse alerta é informar sobre a situação da raiva no Brasil e no Estado do Pará para que todos, sejam profissionais da Atenção Básica, da Vigilância Epidemiológica, da Assistência, da Agricultura, ou pessoas da comunidade, percebam a importância de notificar, imediatamente, essas agressões aos serviços de saúde, evitando a ocorrência de raiva humana.

“Dessa forma, para se evitar casos de raiva humana, como os que estão ocorrendo no município de Melgaço, é fundamental que a pessoa, vítima de mordedura ou arranhadura de animais, sejam eles de estimação (cães ou gatos) ou silvestres (macacos, quatis, morcegos, entre outros), procure, imediatamente, o serviço de saúde mais próximo de sua casa para receber orientações e iniciar a profilaxia da raiva humana com vacina e/ou soro antirrábicos conforme o caso”, orientou o coordenador estadual.

A doença - A raiva é uma antropozoonose transmitida ao homem pela inoculação do vírus presente na saliva e secreções do animal infectado, principalmente, pela mordedura. O vírus atinge o sistema nervoso periférico e migra para o Sistema Nervoso Central (SNC), levando a um quadro clínico característico de encefalomielite aguda, decorrente da sua replicação viral nos neurônios. A partir do SNC, dissemina-se para os diversos órgãos e glândulas salivares, onde se replica e é eliminado na saliva das pessoas ou animais infectados.

No que tange à suscetibilidade, a infecção é geral para todos os mamíferos. Não há relato de caso de imunidade natural nos seres humanos. A imunidade é adquirida pelo uso da vacina. Por isso é importante que a pessoa procure o atendimento médico rapidamente.

Ações – Sobre a situação em Melgaço, o secretário de Estado de Saúde Pública, Vitor Mateus, disse que o governo do estado, por meio da Sespa e da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará), prossegue com as ações de controle da raiva nas comunidades às margens do rio Laguna. “Até o momento, 700 pessoas e 120 cães e gatos foram vacinadas com vacina antirrábica. Também já foram capturados 50 morcegos hematófagos que foram impregnados com veneno e soltos novamente para que contaminem as colônias”, informou o titular da Sespa.

Todos os casos notificados pela Secretaria de Saúde como suspeitos para raiva humana apresentam quadro semelhante, com sinais e sintomas como febre, dispnéia, cefaléia, dor abdominal e sinais neurológicos como paralisia flácida ascendente, convulsão, disfagia (dificuldade de deglutir), desorientação, hidrofobia e hiperacusia (sensibilidade a sons, principalmente agudos).

Casos confirmados de raiva humana no Pará não ocorrem desde 2005, quando 15 casos foram registrados no município de Augusto Corrêa e três em Viseu (nordeste paraense).

Mordidas em animais – Equipes estão em campo com ações de controle e prevenção da doença junto aos produtores rurais da região atingida em um raio de 12 quilômetros a partir do foco da doença.

O Programa Estadual de Controle da Raiva de Herbívoros (PECRH) atua no controle da ocorrência da doença em animais de interesse produtivo, tendo como objetivo reduzir a prevalência da doença na população de herbívoros domésticos.

A gerente do Programa, Arlinéia Rodrigues, explica que a Adepará trabalha no combate a raiva de herbívoros. No caso das ações no Marajó, a Agência dá apoio na área externa ao foco da doença, na comunidade de Rio Laguna, realizando a captura de morcegos em conjunto com a equipe da Sespa.

A gerente comenta que o trabalho da Adepará se concentra na vigilância, investigação e educação no combate a doença. “Na região do foco não existem animais de produção, nós temos conhecimento da existência de dois búfalos utilizados para o trabalho de tração, então estamos realizando a vacinação de bubalinos nas áreas próximas do foco e fazendo educação sanitária”, explica a gerente. Quatro equipes composta por sete técnicos e uma agente veterinária estão em campo realizando o trabalho.

Arlinéia também explica que a doença é endêmica no Brasil, mas que precisa ser controlada. Para este controle, a Adepará pede aos produtores que, no caso de algum animal ser mordido por morcego, deve fazer o comunicado à Adepará.

“Qualquer doença que venha a acometer os animais, qualquer sintomatologia nervosa como um andar cambaleante, cegueira, o produtor deve comparecer à Adepará, pois o nosso pessoal é treinado e capacitado para ir na propriedade e fazer a investigação, uma análise clínica para determinar qual é a doença”, recomenda.

* Com a colaboração de Roberta Vilanova - Ascom Sespa

Por Márcio Flexa

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Start typing and press Enter to search