GARIMPEIROS, EMPRESÁRIOS E MINERADORES DE TODA REGIÃO DO TAPAJÓS, ORGANIZAM BLOQUEIO DA BR 163 EM NOVO PROGRESSO.


COM O LEMA “GARIMPEIRO NÃO É BANDIDO”, OS MANIFESTANTES PRETENDEM PROTESTAR CONTRA A OPERAÇÃO DO IBAMA QUE DESTRUIU DIVERSAS MÁQUINAS EM GARIMPOS DA REGIÃO.

Os prejuízos resultantes da operação Pajé Brabo, realizada pelos órgãos ambientais nos municípios de Itaituba, Novo Progresso e Jacareacanga, são avaliados em cerca de doze milhões de reais, o que poderá causar uma enorme avalanche na economia da região, tendo em vista que dezenas de garimpeiros ficaram desamparados.

 A operação Pajé Brabo, contou com a participação de 23 policiais federais sendo 18 do COT (Comando de Operações Táticas) quatro Helicópteros, além de diversos agentes de fiscalização do IBAMA, ICMBio e Forças Armadas.


A ação dos órgãos ambientais também foi questionada na câmara de vereadores na sessão de quarta-feira em Itaituba. Os vereadores se posicionaram contra a destruição dos equipamentos e a forma de abordagem aos garimpeiros.


Os parlamentares disseram que as maquinas e equipamentos destruídos na operação poderiam ser doados para entidades, agricultores ou prefeitura que poderiam utilizar esses bens com fiel depositários.
Como forma de protesto, garimpeiros, empresários e mineradores da região estão se mobilizando para uma grande manifestação que acontecerá nesta sexta feira, onde os manifestantes pretendem interditar a BR 163 no município de Novo Progresso.
Diante da revolta da classe garimpeira da região do Tapajós, o Deputado federal José Priante, apresentou no congresso nacional um projeto de lei que criminaliza aquele que destruir equipamentos, objetos e artigos apreendidos em ações ambientais. O projeto visa impedir a destruição de equipamentos e bens materiais e ao mesmo tempo possibilitar e reutilização desses bens em prol da sociedade.
A ação será um protesto contra operação que destruiu diversas máquinas em garimpos da região causando prejuízos avaliados em mais de doze milhões de reais.
Está marcado para a próxima sexta-feira (11) uma grande manifestação de garimpeiros e empresários, na cidade de novo progresso, contra operação, da polícia federal e órgãos ambientais, que destruiu máquinas e outros bens privados de centenas de garimpeiros na última semana em garimpos de região indígena de itaituba e jacareacanga. 
Segundo informações de valmir junior, um dos líderes do movimento, centenas de garimpeiros são esperados nos primeiros dias de bloqueio, também está confirmada a presença de cerca de quinhentos índios que estão a favor dos garimpeiros.
Valmir falou  que o movimento foi criado devido aos enormes prejuízos provocados pela operação. O garimpeiro acha que deveria ter um acordo, ou prazo, e não uma destruição, pelo valor das máquinas. “eles chegaram na ignorância, colocando fogo em tudo. Nós deveríamos ter o nosso direito de defesa.” Disse o garimpeiro “não pretendemos bagunçar, queremos a legalização, e que o governo pague o prejuízo. Vamos fechar a br e esperar o governo se manifestar, não vamos arredar o pé enquanto não houver resposta.” Completou
O movimento é intitulado “vamos a luta garimpeiro”, nome dado aos grupos de whatsapp com centenas de membros. Grandes empresários, advogados, vereadores e até um senador participam do grupo e manifestam apoio ao movimento. Um dos advogados que defende a causa é Fernando Brandão, de São Paulo.
Caravanas estão sendo organizadas para, a partir de quinta-feira, começarem a se dirigir ao ponto de encontro. O movimento pretende contar também com o apoio dos madeireiros de novo progresso que já tiveram prejuízos em operações de órgãos ambientais recentemente.
Roberto Katsuda, proprietário da empresa World tractor
Um dos empresários de itaituba que dá total apoio ao movimento é Roberto Katsuda, proprietário da empresa World tractor, distribuidor de máquinas da marca hyundai. Em áudio ele fala da importância do garimpeiro para a economia da região e se coloca à disposição do movimento.
Sobre a operação realizada nos garimpos

A operação “pajé brabo” de combate ao funcionamento de garimpos ilegais em terras indígenas, foi deflagrada pela polícia federal de santarém na última quinta-feira (3).
A operação se deu em cumprimento a uma determinação judicial gerada a partir de um pedido de lideranças indígenas da região que estariam sofrendo com a degradação ambiental causada pela prática ilegal da exploração de minérios.
A operação contou com quatro helicópteros, 23 policiais federais sendo 18 do cot (comando de operações táticas) além de diversos agentes de fiscalização do ibama, icmbio e forças armadas.

Postagem: Plantão 24horas News
Fontes: Facebook Moraes Almeida / Jornal folha do progresso e Repórter Marinaldo Silva

Postar um comentário

0 Comentários