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Tomé-Açu: Polícia Civil transfere para presídio acusada de matar enteada de 6 anos



A Polícia Civil transferiu, nesta segunda-feira, 11, para o presídio do Centro de Recuperação Feminino, em Ananindeua, na grande Belém, a presa Gesielem Lopes Mamede, 40 anos, que foi presa e autuada em flagrante pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver, em Tomé-Açu, nordeste paraense. Ao delegado Alexandre Lopes, responsável pelo inquérito, ela confessou em depoimento, neste domingo, 10, ter assassinado a enteada de 6 anos de idade, primeiro por enforcamento, com uso de uma corda, e depois com golpes de facão no pescoço. Em seguida, colocou o corpo em uma saca de serrapilheira, usada em transporte de grãos, e jogou no rio Acará-Mirim. O crime teve motivações passionais, segundo versão da acusada. 

Após ser presa, no domingo, a acusada foi levada para outra cidade por medida de segurança, para lavratura do flagrante, e apresentada à Comarca de Tomé-Açu, nesta segunda-feira, para audiência de custódia, na qual a prisão em flagrante foi homologada e a prisão da presa foi decretada. Segundo o delegado, a investigação teve início na sexta-feira passada, 8, quando a Unidade Integrada de Polícia, em Tomé-Açu, foi comunicada sobre o desaparecimento da menina, às margens do rio Acará-Mirim, no bairro do Tabom, periferia da cidade. A equipe da Polícia Civil passou a investigar os fatos, por meio de reconhecimento no local do crime e coleta de depoimentos de pessoas. 
Os relatos preliminares eram de que a menina poderia ter caído no rio enquanto brincava em uma canoa. Assim, o delegado solicitou apoio ao Corpo de Bombeiros para fazer buscas no rio e nas matas da região. Com o andamento das investigações, aumentaram as suspeitas de que o desaparecimento da criança poderia ser resultado de crime e a madrasta da menina passou a ser suspeita. "Os investigadores notaram que ela possuía um corte em uma das mãos e, como justificava, passou a relatar circunstâncias diferentes como causas do ferimento", explica. Com as contradições apresentadas por Gesielem, destaca o delegado, as suspeitas de que ela tinha envolvimento no desaparecimento da menina aumentaram. 
Em parceria com a Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Conselho Tutelar, a Polícia Civil deu continuidade na apuração dos fatos. Dois dias após desaparecer, a menina foi encontrada sem vida pelos bombeiros com ajuda de populares da região ainda no rio. A vítima apresentava sinais de violência física. Com a localização do corpo, salienta o delegado, a madrasta foi presa pelos investigadores Saraiva e Célio, com apoio da PM local e de policiais militares do GTO (Grupamento Tático Operacional), em Tomé-Açu. Com um princípio de tumulto, os policiais retiraram a suspeita da cidade. 
Em depoimento ao delegado, a mulher alegou que usou uma corda para enforcar a vítima, na sexta-feira, enquanto estava sozinha com a criança em casa, situada em uma região ribeirinha, às margens do rio Acará-Mirim. Porém, segundo versão da presa, a menina apenas perdeu os sentidos. Em seguida, armou-se com um facão, tipo terçado, e desferiu golpes no pescoço da vítima. Após matá-la, a acusada afirma que colocou o corpo dentro da saca de sarrapilheira, carregou até a beira do rio e jogou na água, para que o corpo fosse levado pela correnteza. As investigações contaram com o trabalho dos investigadores Saraiva, Célio, Luiz e Charles, e escrivão Charles, sob comando do delegado Alexandre Lopes. 
PASSIONAL Em depoimento, Gesielem alegou que matou a menina para se vingar do companheiro e pai da criança, José Lopes de Sousa, após ter um desentendimento com ele. Ela detalhou que convivia maritalmente com José havia quatro anos e não tiveram filhos nessa relação, mas que possui dois filhos de um relacionamento anterior, os quais também moravam na mesma casa com o casal. A acusada relatou que passou a conviver com a menina desde os dois anos de idade dela, quando morou em Benevides, na grande Belém, com José Sousa. O casal morava em Tomé-Açu havia quatro meses, onde o pai da menina tem parentes. A acusada confirma que sempre brigava com o companheiro e que este, algumas vezes, chegava a ameaçar a própria filha. 
A presa relatou que, por volta de 9h30 de sexta-feira, estava sozinha em casa com os dois filhos e a vítima. Movida por um sentimento que não soube explicar, ela afirma que mandou seus filhos irem para a casa de uma vizinha, e depois chamou a menina para lavar roupa nos fundos da casa, e em seguida, a levou até o banheiro, onde cometeu o crime. Foi nesse momento que a acusada feriu a própria mão com o facão. A mulher afirmou que colocou o corpo na saca de sarrapilheira usada pelo companheiro para ensacar caroços de acaí e depois jogou no rio. Ela afirmou ainda que é usuária de drogas, assim como o pai da criança, pois, no mesmo dia do crime, consumiu maconha junto com José. 

Tomé-Açu: Polícia Civil transfere para presídio acusada de matar enteada de 6 anos Reviewed by Weslen Reis on 20:46:00 Rating: 5

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